Dengue, zika e chikungunya: três vírus que circulam ao mesmo tempo pelo país, colocando em risco a saúde de toda a população. O que essas doenças têm em comum? O mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti.

Dengue: uma velha conhecida

O Aedes aegypti assusta a humanidade há muito tempo. Originário do Egito, o mosquito começou a se espalhar pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta no século XVI. A primeira epidemia de dengue aconteceu no século XIX, no Peru, com surtos também no Caribe, Estados Unidos, Colômbia e Venezuela. Nos últimos 50 anos, a incidência da doença aumentou 30 vezes. Mais de 50 milhões de infecções acontecem por ano e 2,5 bilhões de pessoas morrem anualmente em países onde a dengue é endêmica.

No Brasil, os primeiros casos surgiram entre o final do século XIX, em Curitiba, e início do século XX, em Niterói. A transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986 no país. O maior surto da doença aconteceu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de pessoas infectadas.

O Aedes, conhecido popularmente por “mosquito da dengue”, causa alerta aos brasileiros todos os anos principalmente no verão, período das chuvas, que é propício para o acúmulo de água, que cria verdadeiros berçários para as larvas do mosquito.

Zika: o Brasil em alerta

Em abril de 2015, uma doença até então pouco conhecida começava a infectar as primeiras pessoas em Camaçari, na Bahia. Em novembro do mesmo ano, a zika, também transmitida pelo Aedes aegypti, já se tornava uma epidemia, fazendo com que o Ministério da Saúde decretasse situação de emergência. Ao mesmo tempo, alguns estados do Nordeste estavam em alerta pelo alto número de bebês que nasceram com microcefalia, uma malformação congênita que faz com que o cérebro não se desenvolva de maneira adequada. A relação entre o vírus zika e a microcefalia foi descoberta por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim, de Campina Grande, na Paraíba.

Segundo o Ministério da Saúde, de outubro de 2015 até outubro de 2016, foram confirmados 2.079 casos de microcefalia, sendo que 392 tiveram resultado positivo para o vírus zika.

O vírus é associado também com o aumento nos casos da síndrome de Guillain-Barré, que é caracterizada por uma desordem autoimune, na qual o corpo ataca a si mesmo após uma infecção. A doença é grave e causa fraqueza muscular, formigamento e perda de sensibilidade de braços e pernas, além dificuldade para engolir e respirar.

Chikungunya: uma doença que deixa rastros

Em meio às preocupações com a zika e a dengue, uma outra doença causada pelo mesmo vetor, a chikungunya, fazia mais vítimas pelo país. No Brasil, a circulação do vírus foi identificado pela primeira vez em 2014. Em 2016, ela superou os casos do vírus da zika – 850% de alta, se comparada ao ano anterior, resultando em 138 mortes. Ainda sendo estudada pela ciência, sabe-se que ela deixa rastros, em sua maioria crônicos, causando fortes dores nas articulações.

E a febre amarela?

O ano começou com uma corrida aos postos de saúde. Isso porque a febre amarela atingiu o maior número de casos no país desde 1980. A febre amarela também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti nas cidades, mas desde 1942 não há um caso fora das zonas silvestres e de mata do país. Nessas regiões, a transmissão ocorre por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes, que picam o principal hospedeiro, o macaco, e depois o homem, que acaba sendo um “hospedeiro acidental”. A preocupação dos órgãos de saúde é a elevada infestação de Aedes aegypti no país, o que pode fazer com que o vírus volte à área urbana. A principal forma de evitar a doença é vacinação.

sintomas-dengue

Prevenção

A melhor forma de prevenção ainda é acabar com os criadouros do Aedes aegypti:

  • Mantenha caixas d’água e outros reservatórios bem fechados;
  • Limpe periodicamente as calhas, ralos e canaletas;
  • Guarde pneus em locais cobertos;
  • Baldes e garrafas devem ser armazenados com a boca virada para baixo;
  • Higienize as bandejas do ar-condicionado e da geladeira com frequência;
  • Conserve a piscina sempre limpa;
  • Estique as lonas usadas para cobrir objetos;
  • Cuide periodicamente das plantas e árvores que acumulam água;
  • Lave diariamente os potes dos animais de estimação;
  • Utilize areia nos pratos dos vasos de plantas.

Os mosquitos ficam mais ativos durante o dia. Por isso, além de manter o ambiente livre da água parada, usar roupas compridas, minimizando a exposição da pele, e telas mosquiteiras também proporcionam proteção às picadas. Repelentes e inseticidas também podem ser eficazes na batalha contra o Aedes. Uma vacina contra a dengue já está à venda. Eficaz na proteção contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus, ela pode ser aplicada em pessoas de 9 a 45 anos de idade e não evita os vírus chikungunya e zika.

Por: Dr. Guilherme Furtado

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